Tarefa Semanal II Ano 04 de Literatura III Bimestre de 2012

Olá, pessoal!

 

Ai está a quarta tarefa semanal deste II Bimestre. Vocês deverão entregá-la até o dia 03/09/2012 (segunda-feira). Não se esqueçam de que a realização de todas as tarefas do bimestre poderá valer um ponto em sua nota bimestral.

Bons estudos,

Antonio Henrique.

 

MODO DE FAZER:

 

1) Todas as tarefas serão compostas por 4 questões semanais: duas dissertativas e duas alternativas. Cada tarefa vale 0,20 (cada questão vale 0,05). Assim, o aluno poderá somar 1,0 ponto em sua média.

2) As questões alternativas devem ser justificadas, em virtude disso, o aluno deverá explicar em cada alternativa o que está correto e o que não está.

3) O prazo de entrega deve ser exatamente de uma semana após a postagem da lista de exercícios.

 

Leia o trecho abaixo de Vidas secas e responda as questões 1 e 2:

 

            “Fabiano tomo a cuia, desceu a ladeira, encaminhou-se ao rio seco, achou no bebedouro dos animais um pouco de lama. Cavou a areia com as unhas, esperou que a água marejasse e, debruçando-se no chão, bebeu muito. Saciado, caiu de papo para cima, olhando as estrelas, que vinham nascendo. Uma, duas, três, quatro, havia mais de cinco estrelas no céu. O poente cobria-se de cirros – e uma alegria doida enchia o coração de Fabiano” (Graciliano Ramos, Vidas Secas).

 

Álvaro Lins afirma que “o mais brasileiro dos livros do Sr. Graciliano Ramos é sem dúvida Vidas Secas, publicado em 1938. Além de ser o mais humano e comovente dos livros de ficção deste autor, Vidas Secas é o que contém maior sentimento da terra nordestina”. A respeito dessa obra, responda:

 

1) Por que o título Vidas Secas? (Para responder esta questão, lembre-se e comente todas as formas de secas que podem ser interpretadas desse romance).

 

2) O que há de comum e de diferente entre o primeiro e o último capítulo desse romance.

 

3) (UFLA) Sobre a obra Vidas Secas, de Graciliano Ramo, todas as alternativas estão corretas, EXCETO:

 

a) O romance focaliza uma família e retirantes, que vive numa espécie de mudez introspectiva, em precárias condições físicas e num degradante estado de condição humana.

b) O relato dos fatos e a análise psicológica dos personagens articulam-se com grande coesão ao longo da obra, colocando o narrador como decifrador dos comportamentos animalescos dos personagens.

c) O ambiente seco e retorcido da caatinga é como um personagem presente em todos os momentos, agindo de forma contínua sobre os seres vivos.

d) A narrativa faz-se em capítulos curtos, quase totalmente independentes e sem ligação cronológica e o narrador é incisivo, direto, coerente com a realidade que fixou.

e) O narrador preocupa-se exclusivamente com a tragédia natural (a seca) e a descrição do espaço não é minuciosa, pelo contrário, é difícil para nós leitores compormos a imagem da região seca, apresentada no romance.

 

(IELUSC) Texto para próxima questão.

 

Tinham deixado os caminhos, cheios de espinho e seixos, fazia horas que pisavam a margem do rio, a lama seca e rachada que escaldava os pés […]

[Sinha Vitória] distraiu-se olhando os xiquexiques e os mandacarus que avultavam na campina. Um mormaço levanta-se da terra queimada.

Estremeceu, lembrando-se da seca, o rosto moreno desbotou, os olhos pretos arregalaram-se (Graciliano Ramos, Vidas Secas).

 

4) Assinale a alternativa INCORRETA:

 

a) Apesar de as personagens da história viverem no sertão nordestino, boa parte da trama se passa em São Paulo, que é o destino da maioria dos retirantes.

b) Focaliza uma família de retirantes que vive numa espécie de mudez introspectiva, em precárias condições físicas e num estado degradante de condição humana.

c) O autor descreve a realidade a partir da visão amarga do sertanejo, associando a psicologia das personagens com as condições naturais e sociais em que estão inseridas.

d) É um romance desmontável, tendo em vista sua composição descontínua, feita de episódios relativamente independentes e seqüências parcialmente truncadas.

e) Algumas das personagens são: Sinha Vitória, Fabiano, Baleia, Soldado Amarelo.

 

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Tarefa Semanal I Ano 04 de Literatura III Bimestre de 2012

Olá, pessoal!

 

Ai está a quarta tarefa semanal deste III Bimestre. Vocês deverão entregá-la até o dia 03/09/2012 (segunda-feira). Não se esqueçam de que a realização de todas as tarefas do bimestre poderá valer um ponto em sua nota bimestral.

 

Bons estudos,

Antonio Henrique.

 

MODO DE FAZER:

 

1) Todas as tarefas serão compostas por 4 questões semanais: duas dissertativas e duas alternativas. Cada tarefa vale 0,20 (cada questão vale 0,05). Assim, o aluno poderá somar 1,0 ponto em sua média.

2) As questões alternativas devem ser justificadas, em virtude disso, o aluno deverá explicar em cada alternativa o que está correto e o que não está.

3) O prazo de entrega deve ser exatamente de uma semana após a postagem da lista de exercícios.

 

1. (Uftm 2012) Leia o texto abaixo e responda:

 

E dizem que rola um texto na internet com minha assinatura baixando o pau no “Big Brother Brasil”.

Não fui eu que escrevi.

Não poderia escrever nada sobre o “Big Brother Brasil”, a favor ou contra, porque sou um dos três ou quatro brasileiros que nunca o acompanharam.

O pouco que vi do programa, de passagem, zapeando entre canais, só me deixou perplexo: o que, afinal, atraía tanto as pessoas – além do voyeurismo* natural da espécie – numa jaula de gente em exibição?

Também me dizem que, além de textos meus que nunca escrevi, agora frequento a internet com um Twitter.

Aviso: não tenho tuiter, não recebo tuiter, não sei o que é tuiter.

E desautorizo qualquer frase de tuiter atribuída a mim a não ser que ela seja absolutamente genial. Brincadeira, mas já fui obrigado a aceitar a autoria de mais de um texto apócrifo (e agradecer o elogio) para não causar desgosto, ou até revolta. Como a daquela senhora que reagiu com indignação quando eu inventei de dizer que um texto que ela lera não era meu:

— É sim.

— Não, eu acho que…

— É sim senhor!

Concordei que era, para não apanhar. O curioso, e o assustador, é que, em textos de outros com sua assinatura e em tuiters falsos, você passa a ter uma vida paralela dentro das fronteiras infinitas da internet.

É outro você, um fantasma eletrônico com opiniões próprias, muitas vezes antagônicas, sobre o qual você não tem nenhum controle,

— Olha, adorei o que você escreveu sobre o “Big Brother”. É isso aí!

— Não fui eu que…

— Foi sim!

 

(Luiz Fernando Veríssimo, http://oglobo.globo.com, 30.01.2011. Adaptado.)

 

* voyeurismo: forma de curiosidade mórbida com relação ao que é privativo, privado ou íntimo.

 

 

a) O que o contraste das grafias Twitter e tuiter, em destaque no texto, revela sobre o ponto de vista do autor acerca desse meio de comunicação virtual?

 

b) É correto afirmar que o autor reage com bom humor e resignação diante do fato de lhe atribuírem a autoria de textos que não escreveu? Justifique, transcrevendo e comentando um ou mais trechos do texto.

 

2. (Fuvest 2008)      O AUTOCLISMO DA RETRETE

 

RIO DE JANEIRO – Em 1973, fui trabalhar numa revista brasileira editada em Lisboa. Logo no primeiro dia, tive uma amostra das deliciosas diferenças que nos separavam, a nós e aos portugueses, em matéria de língua. Houve um problema no banheiro da redação e eu disse à secretária: “Isabel, por favor, chame o bombeiro para consertar a descarga da privada.” Isabel franziu a testa e só entendeu as quatro primeiras palavras. Pelo visto, eu estava lhe pedindo que chamasse a Banda do Corpo de Bombeiros para dar um concerto particular de marchas e dobrados na redação. Por sorte, um colega brasileiro, em Lisboa havia algum tempo e já escolado nos meandros da língua, traduziu o recado: “Isabel, chame o canalizador para reparar o autoclismo da retrete.” E só então o belo rosto de Isabel se iluminou. Ruy Castro, “Folha de S.Paulo”.

 

a) Em São Paulo, entende-se por “encanador” o que no Rio de Janeiro se entende por “bombeiro” e, em Lisboa, por “canalizador”. Isto permitiria afirmar que, em algum desses lugares, ocorre um uso equivocado da língua portuguesa? Justifique sua resposta.

 

b) Uma reforma que viesse a uniformizar a ortografia da língua portuguesa em todos os países que a utilizam evitaria o problema de comunicação ocorrido entre o jornalista e a secretária. Você concorda com essa afirmação? Justifique.

 

3. (Insper 2011)  Levando em conta as informações do primeiro quadrinho, identifique a alternativa que apresenta a palavra que também sofreu alterações na acentuação gráfica devido à regra mencionada.

 

a) plateia

b) heroico

c) gratuito

d) baiuca

e) caiu

 

5. (Uftm 2012)  Leia a tira de Laerte Coutinho.

Assinale a alternativa cujos termos completam, correta e respectivamente, as lacunas.

a) meço … comprimento … meço

b) meço … cumprimento … meço

c) mesço … comprimento … mesço

d) messo … cumprimento … messo

e) messo … comprimento … messo

 

Tarefa Semanal I Ano 04 de Gramática III Bimestre de 2012

Olá, pessoal!

 

Ai está a quarta tarefa semanal deste III Bimestre. Vocês deverão entregá-la até o dia 03/09/2012 (segunda-feira). Não se esqueçam de que a realização de todas as tarefas do bimestre poderá valer um ponto em sua nota bimestral.

 

Bons estudos,

Antonio Henrique.

MODO DE FAZER:

 

1) Todas as tarefas serão compostas por 4 questões semanais: duas dissertativas e duas alternativas. Cada tarefa vale 0,20 (cada questão vale 0,05). Assim, o aluno poderá somar 1,0 ponto em sua média.

2) As questões alternativas devem ser justificadas, em virtude disso, o aluno deverá explicar em cada alternativa o que está correto e o que não está.

3) O prazo de entrega deve ser exatamente de uma semana após a postagem da lista de exercícios.

 

Leia o trecho abaixo e responda:

 

“Eram dois, ele e ela, ambos na flor da beleza e da mocidade. O viço da saúde rebentava-lhes no encarnado das faces, mais aveludadas que a açucena escarlate recém aberta ali com os orvalhos da noite. No fresco sorriso dos lábios, como nos olhos límpidos e brilhantes, brotava-lhes a seiva d’alma”.

 

1) Uma das principais características da prosa romântica regionalista de Alencar, como se pode observar acima, é:

 

a) Apresentar o amor entre jovens no meio do campo

b) Mostrar a beleza da natureza em contraste com a cidade

c) Apresentar a paisagem maravilhosa do interior do Rio de Janeiro

d) Descrever seus personagens, comparando-lhes a elementos da natureza

e) Apresentar a paixão que seus personagens têm pela natureza.

 

Leia o texto abaixo e responda:

 

“Contradição viva, seu gênio é o ser e o não ser. Busquem nela a graça da moça e encontrarão o estouvamento do menino; porém mal se apercebam da ilusão, que já a imagem da mulher despontará em toda sua esplêndida fascinação. O paradoxo banal do anjo-demônio torna-se realidade nela, em quem se cambiam no sorriso ou no olhar a serenidade celeste com os fulvos lampejos da paixão, à semelhança do firmamento onde ao radiante matiz da aurora sucedem os fulgores sinistros da procela”.

 

2) No trecho acima, temos a descrição do temperamento e comportamento de Berta, principal personagem do livro de Alencar, como se pode notar, o autor utilizou duas figuras de linguagem para compô-la. Estas figuras são:

 

a) Prosopopeia e Metonímia

b) Hipérbole e Metáfora

c) Antítese e Prosopopeia

d) Metonímia e Hipérbole

e) Metáfora e Antítese

 

3) Victor Hugo, autor francês, escreveu que uma das principais características do romantismo é aproximar os opostos, isto é, tentar reunir o sublime e grotesco. Isso significa que os personagens românticos, geralmente, vão alternando durante o romance seu comportamento, ora praticando atitudes heroicas, ora praticando atitudes desprezíveis. No romance Til, temos dois personagens que demonstram bem essa relação entre sublime e o grotesco. Desse modo, aponte um deles e cite uma atitude sublime e uma atitude grotesca que ele tenha praticado.

 

Leia o texto abaixo e responda:

 

Quando o sol escondeu-se além, na cúpula da floresta, Berta ergueu-se ao doce lume do crepúsculo, e com os olhos engolfados na primeira estrela, rezou a ave-maria, que repetiam, ajoelhados a seus pés, o idiota, a louca e o facínora remido.

Como as flores que nascem nos despenhadeiros e algares, onde não penetram os esplendores da natureza, a alma de Berta fora criada para perfumar os abismos da miséria, que se cavam nas almas, subvertidas pela desgraça.

Era a flor da caridade, alma sóror.

 

4) Um das principais características do Romantismo é a idealização dos personagens. No romance Til, a personagem idealizada é Berta. Além da beleza da física, Berta é carregada de bons sentimentos. Por meio da leitura do trecho acima, percebemos que a protagonista auxilia todos aqueles que vivem na miséria. Desse modo,

 

a) Apresente resumidamente a história de Zana.

 

b) Apresente resumidamente a história de Brás.

 

 

Conto “O Alienista”

Olá alunos dos sétimos anos. Estamos estudando no projeto de leitura o livro “O mistério da Casa Verde”. Como eu disse para vocês, este livro faz uma intertextualidade com o conto “O Alienista”, do grande escritor brasileiro Machado de Assis. As obras do Machado de Assis são de domínio público, por isso, podemos baixar este conto sem problemas. Segue o link do conto pronto para vocês baixarem. É uma história deliciosa.

Aproveitem a leitura e bons estudos!

Abraços! Professora Joyce.

Click no link abaixo:

http://machado.mec.gov.br/

Uma conversa sobre os pronomes demonstrativos

Olá alunos dos sétimos anos. Estudamos, nos últimos dias, os pronomes demonstrativos. Encontrei um artigo muito interessante de uma professora colunista do jornal “Folha de São Paulo”. Ela escreve a respeito do uso dos pronomes demonstrativos em formato de reportagem. Vale muito a pena ler. O texto é didático e de fácil leitura. Vou usar parte dele em nossa avaliação bimestral.

Aproveitem a leitura e bons estudos!

Abraços! Professora Joyce.

Isto, isso e aquilo: uma conversa sobre pronomes demonstrativos

THAÍS NICOLETI DE CAMARGO
Colunista da Folha Online

O uso dos pronomes demonstrativos costuma ser objeto de dúvida entre aqueles que escrevem. Afinal, quando se devem empregar as formas “este” ou “esse”? Existe diferença entre uma e outra?

Ora, as formas “este”, “esse” e “aquele”, bem como suas flexões, indicam a posição dos seres no espaço e relacionam-se às pessoas do discurso. “Este” indica proximidade de quem fala (primeira pessoa), “esse” indica proximidade do interlocutor (segunda pessoa) e “aquele” assinala distanciamento em relação às duas primeiras pessoas.

Dizemos, por exemplo, “Este livro que eu tenho em mãos é excelente”, mas “Eu já li esse livro que você está lendo”. Caso não esteja perto de nenhuma das duas pessoas, o livro passa a ser determinado pelo pronome “aquele”. Assim: “Você já leu aquele livro?”.

Esses pronomes demonstrativos, na fala, são, por vezes, acompanhados de gestos, o que é mais freqüente quando se empregam as formas neutras “isto”, “isso” e “aquilo” em sua função dêitica, ou seja, como palavras sem referencial fixo. Quando alguém pergunta, por exemplo, “Que é isto?”, “Que é isso?” ou “Que é aquilo?”, a escolha do demonstrativo depende da posição daquilo a que se refere o pronome. Em outras palavras, os pronomes “isto”, “isso” e “aquilo” não significam nada em si mesmos; seu significado é móvel. No título do filme “Que é isso, companheiro?”, o pronome “isso” alude a uma atitude do interlocutor (no caso, o “companheiro”). Quando cantava “Que país é este?”, Renato Russo naturalmente se referia ao seu próprio país (algo como “que país é este em que eu vivo?”).

A idéia de lugar expressa por tais pronomes pode ser reforçada por advérbios: “isto aqui”, “isso aí”, “aquilo lá”. Tais advérbios são igualmente dêiticos, já que sua significação depende da situação de emprego. Observe que eles também se relacionam às pessoas do discurso. “Aqui” é o lugar onde se encontra a pessoa que fala (primeira pessoa do discurso); “aí” é o lugar do interlocutor (segunda pessoa do discurso) e “lá” é o lugar da terceira pessoa (ele).

As dúvidas mais freqüentes, no entanto, dizem respeito ao uso desses pronomes em sua função anafórica, ou seja, nas situações em que operam remissões intradiscursivas. Trata-se então de empregá-los para fazer alusão a termos que já foram ou que ainda serão mencionados. Usam-se as formas com “ss” para remeter àquilo que já foi dito e as formas com “st” para apontar para o que será dito posteriormente. Assim: “Ouça isto: nunca me decepcione!” e “Que nunca a decepcionasse. Foi isso o que ela lhe pediu”.

Essa é a distinção básica entre as duas formas, mas há outras situações de emprego que convém assinalar. Por exemplo, quando nos referimos ao próprio texto que estamos escrevendo, usamos “este”. Vale lembrar os velhos modelos de carta, hoje tão inusuais, mas, ainda assim, presentes na nossa memória: “Espero que estas linhas o encontrem gozando de boa saúde…”. “Estas linhas” são aquelas que ora escrevo.

As formas “este” e “aquele” (e, naturalmente, as suas flexões) são as que se empregam no aposto distributivo em períodos do tipo: “O senador e o deputado vieram. Este, de avião; aquele, de helicóptero”. Ora, quem veio de avião foi o deputado e quem veio de helicóptero foi o senador (o pronome “este” retoma o termo imediatamente anterior, em oposição ao pronome “aquele”, que retoma o elemento mais distante). O ideal nesse tipo de período é sempre usar o pronome “este” antes do pronome “aquele”, pois “este” retoma o termo anterior por causa da proximidade que tem dele. Convém evitar, assim, uma construção como: “O senador e o deputado vieram. Aquele, de helicóptero; este, de avião”.

É comum que o pronome “este” que recupera o termo imediatamente anterior venha seguido da palavra último: “Em campo, o União São João se juntou ao grupo de rebaixados, que tinha o Inter de Limeira, o Sorocaba e o União Barbarense. Mas este último pode se salvar caso o tribunal da federação paulista tire 24 pontos do América”.

Mesmo quando não existe a oposição entre dois termos mencionados anteriormente, a forma “este” (como pronome substantivo) recupera o último elemento. Veja o exemplo, extraído de uma notícia de jornal: “‘Se a Europa abrir mão de suas ambições políticas e sociais, o modelo ultraliberal terá o caminho livre’, declarou Chirac ao lado de Schröder. Este acrescentou que, ‘se a França rejeitar a Constituição, 50 anos de construção européia, que garantiram a paz e a harmonia no continente, serão seriamente prejudicados'”.

Podem ainda os demonstrativos indicar proximidade ou distância temporal. Nessa chave de oposição, entra o par “este”/”aquele”. Assim, “esta noite” opõe-se “àquela noite”. “Aquela noite” está situada num passado distante (ainda que subjetivamente: “Você ainda se lembra daquela noite?”); “esta noite” pode ser a de ontem ou a de hoje, dependendo do contexto: “Esta noite foi muito fria” (passado recente) ou “Esta noite será muito fria” (futuro próximo). O dia, o mês ou o ano em que nos encontramos, por exemplo, são antecedidos de “este” (“este ano”, “esta semana” etc.).

Há ainda o uso afetivo dos pronomes demonstrativos, que aparece em expressões como “Tive um dia daqueles!” ou em locuções já cristalizadas no idioma (“ora essa”, “essa, não!” etc.).

A seguinte declaração de um artista popular também ilustra o uso afetivo dos demonstrativos: “É estranha essa coisa de inspiração. Vai nascendo sabe lá de onde e, de repente, está bem na nossa frente”. O uso do pronome “essa” (e não “esta”) parece reforçar a idéia de que a inspiração é algo que vem de fora (“sabe lá de onde”), é algo estranho que toma conta do artista.

O emprego afetivo das palavras sempre rende uma boa discussão. Houve, há algum tempo, um presidente da República que declarou publicamente ter nascido com “aquilo” roxo, naturalmente uma marca distintiva de seu caráter ou de sua personalidade, um indício de coragem, valentia, ousadia… O interessante é que ninguém precisou perguntar o que significava o dêitico “aquilo” no contexto. Na verdade, o demonstrativo foi usado como um eufemismo, mas esse é um assunto para outra coluna.

Thaís Nicoleti de Camargo, consultora de língua portuguesa, é autora de “Redação Linha a Linha” (Publifolha), “Uso da Vírgula”(Manole) e “Manual Graciliano Ramos de Uso do Português” (Secom-AL) e colunista do caderno “Fovest” da Folha.

E-mail: mailto:thaisncamargo@uol.com.brLeia as colunas anteriores

 

 

O coidiano dos bóias-frias

Olá alunos dos sextos anos. Iniciamos, no projeto de leitura, os trabalhos com o livro “Açúcar Amargo”. Envio um link com um texto muito interessante a respeito dos bóias-frias. É um texto de um blog com uma linguagem bem trabalhada. Parece até um conto ou um texto de um diário. A leitura vale a pena e nos auxiliará nas conversas em sala de aula sobre o assunto. Bons estudos. Abraços a todos!

David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

O cotidiano do bóia-fria

com 6 comentários

Falta pouco para as 6h, e no horizonte já é possível avistar os bóias-frias descendo do ônibus em uma propriedade rural próxima a Paranacity, no noroeste paranaense. Homens e mulheres das mais diversas faixas etárias.

Primeiro, eles participam de uma aula de ginástica laboral, um dos momentos do dia que mais inspira confraternização. Depois, se dividem em turmas e caminham em direção ao eito do canavial. Os melhores no manejo do facão seguem na frente; os outros vão atrás. Essa metodologia de trabalho foi criada para que os mais experientes abram caminho para os demais.

O tempo não dá trégua e os bóias-frias trabalham em ritmo acelerado, tanto que por volta das 9h o chão já está forrado. “Aqui ninguém pode perder tempo porque o tanto que a gente recebe no fim do mês depende da quantidade de cana cortada por dia”, explica o experiente cortador de cana Geraldo Soares dos Santos enquanto enxuga o suor da testa com a manga da camiseta. Geraldo ganha cerca de R$ 980 por mês; é apontado pelos outros bóias-frias como um sujeito bom de facão.

Santos, assim como os demais colegas, não abre mão dos óculos de proteção durante o trabalho. O equipamento evita irritação nos olhos e também protege contra a fuligem. “É a única parte do rosto que não fica escura”, brinca o cortador de cana José Luiz do Prado que herdou o ofício dos avós e dos pais. No canavial, os homens estão sempre vestidos com calça e camiseta de manga longa.

As mulheres também, mas usam saia por cima da calça. Muitas cortam tanta cana quanto os homens. Contudo, o que mais chama atenção no campo é a vaidade. A ala feminina faz questão de trabalhar com unhas e até rostos pintados. Batons e brincos são essenciais. Questionadas se o Sol não destoa a beleza, uma delas é enfática. “O chapéu ajuda a segurar a maquiagem. É nosso porto seguro”, declara a bela e jovem Maria Fernanda Silvestre com um largo sorriso que destaca um suave batom rosáceo.

O trabalho é pesado, doloroso, mas pra quem já se acostumou com a atividade o tempo sempre passa mais rápido com as cantorias e as piadas. As brincadeiras são constantes e quase sempre inofensivas. Às 10h, o motorista do ônibus aciona a buzina indicando que é a hora da bóia. Todos, independente da localização, abrem suas bolsas e mochilas, alguns parecem até ter ensaiado o movimento, tamanha é a sincronia.

Na marmita, o básico de sempre: arroz, feijão, carne e salada. O almoço é bem tranquilo, tanto que em alguns pontos é possível ouvir o atrativo som de uma brisa repentina. Dependendo da localidade, alguns almoçam sozinhos, sentados sobre o cantil. Já outros, em duplas ou grupos. A solidaridade também chama atenção no canavial. Parte dos bóias-frias sempre leva mais comida, no caso de algum colega continuar com fome. É uma atitude que corrobora o companheirismo no campo.

Terminado o almoço, o cantil vira travesseiro na hora da sesta. Mas nem todos cochilam. Alguns optam por fazer uma roda para conversar com os amigos e colegas de trabalho. “Eu prefiro ficar acordado porque senão depois fico indisposto”, justifica Geraldo Soares. Passado um curto período de descanso, a buzina toca de novo. Alguns cortadores logo desaparecem em meio ao canavial enquanto outros começam a amolar os facões.

José Pedro de Oliveira, conhecido como Tio Zé, é um dos que afia a lâmina da ferramenta. José Pedro atua como bóia-fria há mais de 45 anos e, hoje com 64, admite que o vigor não é mais o mesmo. “A mente sempre resiste, mas o corpo não obedece, né?”, comenta em tom de resignação.

Enquanto observa e manipula o facão com as mãos cobertas de fuligem, Tio Zé rapidamente relembra fatos da juventude, momentos da época em que trabalhava nas lavouras de café. “Naquele tempo eu era forte, não tinha pra ninguém. Já hoje consigo apenas cortar o suficiente pra não perder o serviço”, revela o bóia-fria de mãos completamente calejadas. Os cortadores mais jovens costumam usar luvas, algo que Tio Zé descarta. “Sou de outro tempo, a gente prefere sentir a cana nas mãos”, justifica com um sorriso tímido e um olhar disperso.

Mesmo acostumados a suportar elevadas temperaturas, no início da tarde o Sol afeta os bóias-frias com muita intensidade. Para aguentarem a jornada de trabalho, os cortadores recorrem a um isotônico conhecido como “sorinho”. O produto que tem consistência de suco artificial ajuda a evitar câimbras e desidratação.

O intervalo pra tomar o repositor energético é rápido e mesmo sob o Sol escaldante os trabalhadores rurais seguem na lida. Para quem não está acostumado a se expor tanto aos raios solares, o calor chega as raias do insuportável. No meio da tarde, é possível sentir a pele queimando mesmo usando camiseta de manga longa.

O corte de cana prossegue até as 16h30, quando os bóias-frias ouvem novamente a buzina do caminhão e deixam o eito. Ao fundo, atrás da grande massa de trabalhadores, o canavial parece menor após mais um dia de trabalho. Todos recolhem seus pertences e rumam em direção ao ônibus. É hora de ir pra casa e passar o pouco que restou do dia com a família.

Muitos dos bóias-frias não demonstram tristeza pelo trabalho no campo, inclusive afirmam que apesar da atividade braçal ser muito desgastante é possível ganhar mais do que muitos que trabalham na área urbana. “Quem trabalha em uma loja no centro da cidade não é capaz de deixar o emprego que tem pra trabalhar no campo, mesmo que o salário seja melhor. Isso acontece porque hoje em dia as pessoas têm tanta preguiça quanto vergonha do serviço rural. Se preocupam demais com a aparência”, critica o cortador de cana Jonas Cabral em tom de desabafo.

Ter como horizonte os limites que vão do cabo do facão até o toco da cana-de-açúcar não impede os bóias-frias de almejarem um futuro melhor, se não para si, pelo menos às próximas gerações. “Todo mundo aqui tem filhos na escola. Nosso trabalho é digno, mas ninguém deseja ver sua criança tendo que pegar no pesado. Queremos que eles estudem e tenham uma vida melhor”, finaliza a cortadora de cana Paula Roberta dos Campos.

Curiosidade

Os bóias-frias que cortam menos cana-de-açúcar são chamados de borracheiros. Já os bons de facão são conhecidos como facãozeiros.

Tarefa semanal de Gramática 01

Olá, pessoal!

Conforme avisei, aí está a primeira tarefa de Gramática do III Bimestre. Lembrem-se de que vocês devem entregá-la até 06 de agosto de 2012 (segunda-feira).

Até mais,

Antonio Henrique.

MODO DE FAZER:

 

1) Todas as tarefas serão compostas por 4 questões semanais: duas dissertativas e duas alternativas. Cada tarefa vale 0,20 (cada questão vale 0,05). Assim, o aluno poderá somar 1,0 ponto em sua média.

2) As questões alternativas devem ser justificadas, em virtude disso, o aluno deverá explicar em cada alternativa o que está correto e o que não está.

3) O prazo de entrega deve ser exatamente de uma semana após a postagem da lista de exercícios.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Parágrafo do Editorial “Nossas crianças, hoje”.

“Oportunamente serão divulgados os resultados de tão importante encontro, mas enquanto nordestinos e alagoanos sentimos na pele e na alma a dor dos mais altos índices de sofrimento da infância mais pobre. Nosso Estado e nossa região padece de índices vergonhosos no tocante à mortalidade infantil, à educação básica e tantos outros indicadores terríveis.”(Gazeta de Alagoas, seção Opinião, 12.10.2010)

1. Faça a análise morfológica (isto é, apresentar a classe gramatical) de cada uma das palavras do texto acima. Obs: quando tratar-se de pronome ou conjunção, classifique-os de acordo com suas categorias.

2. (Ifal 2011)  Em que alternativa a seguir, a conjunção “enquanto” apresenta o mesmo sentido expresso no parágrafo?

a) “Enquanto era jovem, viveu intensamente.”

b) “Dorme enquanto eu velo…” (Fernando Pessoa)

c) “João enriquece, enquanto o irmão cai na miséria.”

d) “A gramática é o estudo da língua enquanto sistema…” (Sílvio Elia)

e) “Eu trabalhava enquanto ele dormia a sono solto.”

3) (Ufmg 2012)  Leia estes textos.

Texto 1

Texto 2

A moça do tempo anunciouna emissorade TV: “Ao norte do Brasil, haverá chuva intensa e
muito calor no período”. A região norte do Brasil é composta pelos estados de Roraima. Amapá, Amazonas, Pará, Acre, Rondônia e Tocantins. Só que, ao apontar a vasta região amazônica, ela se enganou de preposição. Não é “ao norte” e, sim, “no norte” do país que desabaria a procela. São diferentes, não só formalmente. (Revista Língua Portuguesa, ano 5, n. 54, abr 2010, p. 19.  Disponível em: http://revistalingua.uol.com. br/textos.asp?codigo= 12001>. Acesso em: 20jun. 2011).

a) Faça a análise morfológica (isto é, apresentar a classe gramatical) de cada uma das palavras do texto 2. Obs: quando tratar-se de pronome ou conjunção, classifique-os de acordo com suas categorias.

 

b) A precisão no uso dos termos é fundamental para definir com clareza o que se quer expressar. Nos textos 1 e 2, o emprego da preposição seguida, ou não, de artigo e o uso de diferentes preposições remetem a sentidos diferentes nos contextos em que ocorrem. Explicite o eleito de sentido resultante do uso de:

i) De/Do no Texto 1.

ii) No/ao no Texto 2.

4. (Enem 2010)  Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas. (LISPECTOR, C. Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998).

A autora emprega por duas vezes o conectivo mas no fragmento apresentado. Observando aspectosda organização, estruturação e funcionalidade doselementos que articulam o texto, o conectivo mas expressa o mesmo conteúdo nas duas situações emque aparece no texto.

a) expressa o mesmo conteúdo nas duas situações em que aparece no texto.

b) quebra a fluidez do texto e prejudica a compreensão, se usado no início da frase.

c) ocupa posição fixa, sendo inadequado seu uso na abertura da frase.

d) contém uma ideia de sequência temporal que direciona a conclusão do leitor.

e) assume funções discursivas distintas nos dois contextos de uso.

Gabarito

MODO DE FAZER:

 

1) Todas as tarefas serão compostas por 4 questões semanais: duas dissertativas e duas alternativas. Cada tarefa vale 0,20 (cada questão vale 0,05). Assim, o aluno poderá somar 1,0 ponto em sua média.

2) As questões alternativas devem ser justificadas, em virtude disso, o aluno deverá explicar em cada alternativa o que está correto e o que não está.

3) O prazo de entrega deve ser exatamente de uma semana após a postagem da lista de exercícios.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Parágrafo do Editorial “Nossas crianças, hoje”.

“Oportunamente serão divulgados os resultados de tão importante encontro, mas enquanto nordestinos e alagoanos sentimos na pele e na alma a dor dos mais altos índices de sofrimento da infância mais pobre. Nosso Estado e nossa região padece de índices vergonhosos no tocante à mortalidade infantil, à educação básica e tantos outros indicadores terríveis.”(Gazeta de Alagoas, seção Opinião, 12.10.2010)

1. Faça a análise morfológica (isto é, apresentar a classe gramatical) de cada uma das palavras do texto acima. Obs: quando tratar-se de pronome ou conjunção, classifique-os de acordo com suas categorias.

 

Resolução:

 

“Oportunamente (advérbio de modo) serão (verbo no futuro) divulgados (adjetivo) os (artigo definido) resultados (substantivo) de (preposição) tão (advérbio) importante (adjetivo) encontro (substantivo), mas (preposição opositiva) enquanto (conjunção condicional) nordestinos (adjetivo) e (conjunção aditiva) alagoanos (adjetivo) sentimos (verbo) na (preposição + artigo) pele (substantivo) e (conjunção aditiva)  na (preposição + artigo) alma (substantivo) a (artigo) dor (substantivo) dos (preposição + artigo) mais (advérbio) altos (adjetivo) índices (substantivo) de (preposição) sofrimento (substantivo) da (preposição) infância (substantivo) mais (advérbio) pobre (substantivo). Nosso (pronome possessivo)  Estado (substantivo) e (conjunção) nossa (pronome possessivo) região (substantivo) padece (verbo) de (preposição) índices (substantivo) vergonhosos (adjetivo) no tocante à (locução prepositiva) mortalidade (substantivo) infantil (adjetivo), à (preposição) educação (substantivo) básica (adjetivo) e (conjunção) tantos (pronome indefinido) outros (pronome indefinido) indicadores (substantivo) terríveis (adjetivo).”(Gazeta de Alagoas, seção Opinião, 12.10.2010)

2. (Ifal 2011)  Em que alternativa a seguir, a conjunção “enquanto” apresenta o mesmo sentido expresso no parágrafo?

a) “Enquanto era jovem, viveu intensamente.”

b) “Dorme enquanto eu velo…” (Fernando Pessoa)

c) “João enriquece, enquanto o irmão cai na miséria.”

d) “A gramática é o estudo da língua enquanto sistema…” (Sílvio Elia)  

e) “Eu trabalhava enquanto ele dormia a sono solto.”

3) (Ufmg 2012)  Leia estes textos.

Texto 1

Texto 2

A moça do tempo anunciouna emissorade TV: “Ao norte do Brasil, haverá chuva intensa e
muito calor no período”. A região norte do Brasil é composta pelos estados de Roraima. Amapá, Amazonas, Pará, Acre, Rondônia e Tocantins. Só que, ao apontar a vasta região amazônica, ela se enganou de preposição. Não é “ao norte” e, sim, “no norte” do país que desabaria a procela. São diferentes, não só formalmente. (Revista Língua Portuguesa, ano 5, n. 54, abr 2010, p. 19.  Disponível em: http://revistalingua.uol.com. br/textos.asp?codigo= 12001>. Acesso em: 20jun. 2011).

a) Faça a análise morfológica (isto é, apresentar a classe gramatical) de cada uma das palavras do texto 2. Obs: quando tratar-se de pronome ou conjunção, classifique-os de acordo com suas categorias.

Resolução:

A (artigo) moça (substantivo) do (preposição + artigo)  tempo (substantivo) anunciou (verbo) na (preposição + artigo) emissora (substantivo) de (preposição) TV (substantivo): “Ao (preposição + artigo) norte (substantivo)  do (preposição + artigo) Brasil (substantivo), haverá (verbo) chuva (substantivo) intensa (adjetivo) e (conjunção aditiva) muito (advérbio) calor (substantivo) no (preposição + artigo) período (substantivo)”. A (artigo) região (substantivo) norte (adjetivo) do (preposição + artigo) Brasil (substantivo) é  composta (verbo) pelos (preposição) estados (substantivo) de (preposição) Roraima. Amapá, Amazonas, Pará, Acre, Rondônia e (conjunção aditiva) Tocantins (substantivos). Só  que (conjunção adversativa), ao (preposição +artigo) apontar (verbo) a (artigo) vasta (adjetivo) região (substantivo) amazônica (adjetivo), ela (pronome) se (pronome) enganou (verbo) de (preposição) preposição (substantivo). Não (advérbio de negação) é (verbo) “ao (preposição + artigo) norte (substantivo) ” e , sim (conjunção adversativa), “no (preposição + artigo) norte (substantivo)” do (preposição + artigo) país (substantivo) que (pronome relativo) desabaria (verbo) a (artigo) procela (verbo). São (verbo) diferentes (substantivo), não só formalmente (advérbios).

 

b) A precisão no uso dos termos é fundamental para definir com clareza o que se quer expressar. Nos textos 1 e 2, o emprego da preposição seguida, ou não, de artigo e o uso de diferentes preposições remetem a sentidos diferentes nos contextos em que ocorrem. Explicite o eleito de sentido resultante do uso de:

i) De/Do no Texto 1.

ii) No/ao no Texto 2.

Resolução:

i) Na tirinha de Fernando Gonsales, as imagens do último quadro expõem com clareza a diferença de sentidos da preposição “de” nas expressões “de balanço” e “do balanço”, relativamente ao objeto a que estão associadas. Enquanto a primeira expressa noção de finalidade da cadeira que se destina a embalar uma criança, a segunda, associada ao artigo “o”, adquire função adjetiva para caracterizar o objeto em que as crianças se sentam quando brincam no balanço. A frase “não confunda cadeira do balanço com cadeira de balanço” alerta para o acidente sofrido pela velhinha e antecipa o humor expresso no último quadro em que as posições convencionais de uma idosa e de uma criança estão invertidas.

ii) Na frase “Ao norte do Brasil, haverá chuva intensa e muito calor no período”, a locução adverbial “ao norte” inclui, além da região amazônica (Roraima, Amapá, Pará, Acre, Rondônia e Tocantins), as do nordeste (Piauí, Maranhão, Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco) e outras além-fronteiras que também se situam ao norte do Brasil. O gesto da moça do tempo sinalizou apenas a região amazônica, o que pressupõe a inadequação do uso da preposição “a” incorporada ao artigo “o” em vez de “em” e justifica a advertência do articulista da revista “Língua Portuguesa”. Por precisão de linguagem, a frase deveria ser substituída por “no norte do Brasil”.

4. (Enem 2010)  Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas. (LISPECTOR, C. Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998).

A autora emprega por duas vezes o conectivo mas no fragmento apresentado. Observando aspectosda organização, estruturação e funcionalidade doselementos que articulam o texto, o conectivo mas expressa o mesmo conteúdo nas duas situações emque aparece no texto.

a) expressa o mesmo conteúdo nas duas situações em que aparece no texto.

b) quebra a fluidez do texto e prejudica a compreensão, se usado no início da frase.

c) ocupa posição fixa, sendo inadequado seu uso na abertura da frase.

d) contém uma ideia de sequência temporal que direciona a conclusão do leitor.

e) assume funções discursivas distintas nos dois contextos de uso.