Tarefa Semanal 02 de Gramática do I ano I Bimestre

Olá, pessoal!

 

Aí está a segunda tarefa semanal deste I Bimestre. Vocês deverão entregá-la até o dia 16/03/2011 (sexta-feira). Não se esqueçam que a realização de todas as tarefas do bimestre poderá valer um ponto em sua nota bimestral.

 

Até mais,

Antonio Henrique.

 

MODO DE FAZER:

 

1) Todas as tarefas serão compostas por 4 questões semanais: duas dissertativas e duas alternativas. Cada tarefa vale 0,20 (cada questão vale 0,05). Assim, o aluno poderá somar 1,0 ponto em sua média.

2) As questões alternativas devem ser justificadas, em virtude disso, o aluno deverá explicar em cada alternativa o que está correto e o que não está.

3) O prazo de entrega deve ser exatamente de uma semana após a postagem da lista de exercícios.

 

Todas as questões tomam por base o seguinte fragmento de uma crônica de João Ubaldo Ribeiro (1941-):

 

Motivos para pânico

 

Como sabemos, existem muitas frases comumente repetidas a cujo uso nos acostumamos tanto que nem observamos nelas patentes absurdos ou disparates. Das mais escutadas nos noticiários, nos últimos dias, têm sido “não há razão para pânico” e “não há motivo para pânico”, ambas aludindo à famosa gripe suína de que tanto se fala. Todo mundo as ouve e creio que a maioria concorda sem pensar e sem notar que se trata de assertivas tão asnáticas quanto, por exemplo, a antiga exigência de que o postulante a certos benefícios públicos estivesse “vivo e sadio”, como se um defunto pudesse estar sadio. Ou a que apareceu num comercial da Petrobrás em homenagem aos seus trabalhadores, que não sei se ainda está sendo veiculado. Nele, os trabalhadores “encaram de frente” grandes desafios, como se alguém pudesse encarar alguma coisa senão de frente mesmo, a não ser que o cruel destino lhe haja posto a cara no traseiro.

Em rigor, as frases não se equivalem e é necessário examiná-la separadamente, se se desejar enxergar as inanidades que formulam. No primeiro caso, pois o pânico é uma reação irracional, comete-se uma contradição em termos mais que óbvia. Ninguém pode ter ou deixar de ter razão para pânico, porque não é possível

haver razão em algo que por definição requer ausência de razão. Então, ao repetir solenemente que não há razão para pânico, os noticiários e notas de esclarecimento (e nós também) estão dizendo uma novidade semelhante a “água é um líquido” ou “a comida vai para o estômago”. Se as palavras pudessem protestar, certamente Pânico escreveria para as redações, perguntando ofendidíssimo desde quando ele precisa de razão. Nunca há uma razão para o pânico. A segunda frase nega uma verdade evidente. É também mais do que claro que não existe pânico sem motivo, ou seja, o freguês entra em pânico porque algo o motivou, independentemente de sua vontade, a entrar na desagradabilíssima sensação de pânico. Ninguém, que eu saiba, olha assim para a mulher e diz “mulher, acho que vou entrar em pânico hoje à tarde” e, quando a mulher pergunta por que, diz que “é para quebrar a monotonia”. (João Ubaldo Ribeiro. Motivos para pânico. O Estado de S.Paulo, 17.05.2009.)

 

1) O autor escreve, no penúltimo período do segundo parágrafo, a palavra Pânico com inicial maiúscula. De acordo com o contexto do período, por que o autor utilizou a inicial maiúscula?

 

2) Resumidamente, com suas palavras, explique por que, segundo o autor, as expressões  “não há razão para pânico” e “não há motivo para pânico” são asnáticas.

 

 

A composição a seguir é de Jorge Mautner e Nelson Jacobina; leia-a.

 

MARACATU ATÔMICO

 


Atrás do arranha-céu

Tem o céu, tem o céu

E depois tem outro céu

Sem estrelas

Em cima do guarda-chuva

Tem a chuva, tem a chuva

Que tem gotas tão lindas

Que até dá vontade

De comê-las

No meio da couve-flor

Tem a flor, tem a flor

Que além de ser uma flor

Tem sabor

Dentro do porta-luva

Tem a luva, tem a luva

Que alguém de unhas negras

E tão afiadas

Se esqueceu de pôr

No fundo do para-raio

Tem o raio, tem o raio

Que caiu da nuvem negra

Do temporal

Todo quadro-negro

É todo negro, é todo negro

E eu escrevo o seu nome nele(1)

Só pra demonstrar o meu apego

O bico do beija-flor

Beija a flor

Beija a flor

E toda a fauna aflora

E grita de amor

Quem segura

O porta-estandarte

Tem arte, tem arte

E aqui passa

Com raça eletrônico

Maracatu atômico


 

3) Sobre a canção, é correto afirmar que:

a) nota-se, em várias passagens, a rima rara, como em “porta-estandarte” e “arte” (rima-se um adjetivo composto com um substantivo simples).

b) em “ O bico do beija-flor beija a flor”, há um jogo gramatical em torno de “beija” e “flor”; na segunda ocorrência, “beija” atua como verbo, expressa um estado.

c) a palavra “para-raio” perde o acento na nova reforma, como o verbo parar, que não recebe mais o acento agudo em “para”.

d) na passagem “E aqui passa/Com raça eletrônico”, observam-se rimas masculinas (palavras paroxítonas) e ricas (classes gramaticais diferentes: verbo e substantivo).

e) O pronome “ele” contido em “nele” (1), no contexto, retoma a palavra “negro”.

 

4) O texto é constituído por partes que se relacionam entre si; para que as partes estejam devidamente ligadas, a enunciação emprega, principalmente, pronomes, numerais, advérbios, omissões (elipses) sinônimos e conectivos.

 

Aponte a alternativa em que a relação (palavra grifada e termo entre parênteses) esteja correta.

 

a) E grita de amor (beija-flor)

b) Que até dá vontade (céu)

c) Tem arte, tem arte (quem)

d) De comê-las (estrelas)

e) E aqui passa (arte)

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