Proposta de Artigo de Opinião

Queridos alunos, tendo em vista as discussões propostas em suas aulas de Gramática sobre as palavras “policitacamente incorretas” presentes nos dicionários e  em nossas aulas de Redação sobre  textos opinitivos/argumentativos, leiam a proposta de texto abaixo, com muita atenção, para cumprir a tarefa comunicativa.

Proposta de Texto

Imagine-se no lugar de estudioso (a) da linguagem, que, motivado (a) pela leitura da reportagem “Onde está o verbete ‘bom-senso’?” e do artigo de opinião “Vamos queimar os dicionários”, decide posicionar-se sobre a questão abordada nesses textos por meio de um artigo de opinião. Seu texto deverá, necessariamente, apresentar:

  • A posição da escritora Lya Luft sobre a exclusão de palavras presentes nos dicionários, que poderiam revelar preconceito;
  • De que forma a exclusão das palavras “politicamente incorretas” poderia “assassinar a cultura brasileira”, segundo a opinião do lexicógrafo e gramático Evanildo Bechara.

 

Texto I

Onde está o verbete “bom-senso”?

O dicionário Houaiss, o maior do país, está na mira da patrulha politicamente correta, que acredita lutar contra o preconceito apagando palavras e definições.

Dicionário, diz o Aurélio, é o “conjunto de vocábulos duma língua ou de termos próprios duma ciência ou arte, dispostos, em geral, alfabeticamente, e com o respectivo significado”. Dicionário é o celeiro do idioma, o banco central da linguagem formado por palavras compiladas segundo um único critério, o de estarem em uso ou terem sido usadas no passado.

Censurar ou podar palavras dos dicionários é uma estupidez que se equipara à loucura de rasgar dinheiro por ser contra o capitalismo ou ao desatino de queimar florestas nativas para matar serpentes venenosas.

Pois foi exatamente isso que o procurador da República Cleber Eustáquio Neves, do Ministério Público Federal de Uberlândia, em Minas Gerais, tentou ao ajuizar uma ação civil pública pedindo a remoção das livrarias do dicionário Houaiss, o mais completo do país, com 228 500 verbetes, publicado pela editora Objetiva.

 

Procurador acolheu um pedido bizarro

Neves deu guarida a um pedido bizarro feito em 2009 por uma pessoa que sustentava que duas definições da palavra “cigano”, mesmo que devidamente registradas no dicionário como sendo de uso pejorativo, são ofensivas à etnia e devem ser banidas.

Enquanto isso não fosse feito e novas edições devidamente “higienizadas” do dicionário não fossem produzidas, o Houaiss deveria ser retirado das livrarias, e sua venda, proibida. O Houaiss registra que, pejorativamente, cigano é “aquele que trapaceia; velhaco, burlador” e “aquele que faz barganha, que é apegado ao dinheiro; agiota, sovina”.

Pode incorrer em preconceito quem utiliza a palavra cigano nas acepções acima, mas incorre em um desvio muito pior quem propõe censurar esses registros por seu potencial ofensivo.

Empobrecer o idioma é um dos instintos automáticos das mentes totalitárias.

No livro 1984, de George Orwell, um Ministério da Verdade se dedica justamente à supressão das palavras consideradas inadequadas pelos ditadores e à sua substituição por termos novos criados justamente para suprimir a verdade.

 

“Assassinando a cultura brasileira”

“Quem pede a suspensão de uma obra por ela conter um termo considerado discriminatório está assassinando a cultura brasileira, que a cada dia é torpedeada por novas empreitadas da patrulha do politicamente correto”, diz o imortal Evanildo Bechara, membro da comissão de lexicógrafos — como são chamados os fazedores de dicionários — da Academia Brasileira de Letras.

Dicionários de outras editoras, como a Melhoramentos e a Globo, há dez anos suprimiram a informação de que a palavra “cigano” foi usada no passado com sentido pejorativo. Diz Breno Lerner, superintendente da Melhoramentos, responsável pelo dicionário Michaelis, que é contra a intervenção do procurador: “À medida que a sociedade se torna mais politicamente correta, cabe ao dicionário retratar isso com o maior rigor possível. É como a fotografia de uma paisagem — se a paisagem muda, é nosso dever fazer um novo retrato, com a maior exatidão”.

Nos tempos da KGB, polícia política da ditadura soviética, quando um político ou uma celebridade caía em desgraça com a liderança do Partido Comunista, sua figura era simplesmente apagada das fotografias antigas, uma flagrante falsificação da história.

A hierarquia católica, em momentos de puritanismo exacerbado, mandou cobrir as partes pudendas dos anjos e de outras figuras mostradas em majestosa nudez por mestres da pintura. Entre os censurados pelos prelados em guerra com os pelados esteve o grande Michelangelo. É saudável, portanto, reprimir a tentação de servir ao gosto presente simplesmente suprimindo e escondendo imagens, palavras ou dados que foram aceitáveis no passado a ponto de serem registrados para o desfrute das gerações vindouras.

 

 

A resistente tentação de reescrever o passado

O diretor-geral da Objetiva, que edita o Houaiss, Roberto Feith, não concorda com a tese de que a maneira de se atualizar passe pela higienização do conteúdo dos dicionários e de outras obras literárias ou culturais.

Os dicionaristas do Houaiss pretendem refletir as mudanças na paisagem mencionadas por Breno Lerner, não suprimindo dados do passado, mas acrescentando informações relevantes para o presente. No caso de “cigano”, as próximas edições vão informar que as definições ofensivas “resultam de antiga tradição europeia, pejorativa e xenófoba”.

A tentação de reescrever o passado é resistente. Há mais de dez anos, outra ação contra o Houaiss tentou apagar a definição pejorativa de judeu como “pessoa usurária, avarenta”. Sem sucesso. Em 2010, o Conselho Nacional de Educação condenou a obra de Monteiro Lobato, o maior autor infantil brasileiro, por ela dar vazão ao racismo.

Concebido para facilitar a comunicação entre pessoas que falavam línguas diferentes, o primeiro dicionário de que se tem notícia é o Elya, do século III a.C., com 2 094 palavras.

No Brasil, o pioneiro foi o do carioca Antonio de Moraes Silva, em 1789, o Diccionario da Lingua Portugueza, baseado em uma obra publicada em Portugal pelo padre inglês Rafael Bluteau.

Os dicionários costumam ser revistos por equipes de lexicógrafos a cada cinco ou dez anos, quando se montam novas edições que incluem palavras incorporadas ao idioma (exemplos no novo Houaiss:“blogosfera”, “tubaína”, “blogar”, “pitaco”, “empoderamento”).

Resume o acadêmico Bechara: “O dicionário tem a função de ser o espelho vivo da língua, o repertório da memória cultural e histórica do idioma”.

(Luís Guilherme Barrucho. VEJA. 07/03/2012)

 

Texto II

Vamos queimar os dicionários

Quando a gente pensa que já viu tudo, não viu. Faz algum tempo, dentro do horroroso politicamente correto que me parece tão incorreto, resolveram castrar, limpar, arrumar livros de Monteiro Lobato, acusando-o de preconceito racial, pois criou entre outras a deliciosa personagem da cozinheira Tia Nastácia, que, junto com Emília e outros do Sítio do Picapau Amarelo, encheu de alegria minha infância. Se formos atrás disso, boa parte da literatura mundial deve ser deletada ou “arrumada”. Primeiro, vamos deletar a palavra “negro” quando se refere a raça e pessoas, embora tenhamos uma banda Raça Negra, grupos de teatro Negro e incontáveis oficinas, açougues, borracharias “do Negrão”, como “do Alemão” “do Portuga” ou “do Turco”. Vamos deletar as palavras. Quem sabe, vamos ficar mudos, porque ao mal-humorado essencial, e de alma pequena, qualquer uma pode ser motivo de escândalo. Depende da disposição com que acordou, ou do lado de onde sopram os ventos do seu próprio preconceito.

Embora meus ·antepassados tivessem vindo ao Brasil em 1825, portanto sendo eu de muitas gerações de brasileiros tão brasileiros quanto os de todas as demais origens, na escola havia também a turminha que nos achacava com refrãos como “Alemão batata come queijo com barata”. Nem por isso nos odiamos, nos desprezamos. Eram coisas infantis, sem consistência. O que vemos hoje quer mudar a cara do país, ou da cultura do país, e não tem nada de inocente.

Um dos negros que mais estimei (no passado, porque morreu), ligado a mim por laços de família, era culto, bom, interessante, nossos encontros eram uma alegria. Com ele muito aprendi, sua cultura era vasta. A cor de sua pele nunca me incomodou, como, imagino, não o aborreciam meus olhos azuis. Havia coisas bem mais positivas e importantes entre nós e nossas famílias. Não vou desfilar casos com amigos negros, japoneses, árabes, judeus, seja o que for. Mas vou insistir no meu escândalo e repúdio a qualquer movimento que seja discriminatório, que incite o ódio de classes ou o ódio racial, não importa em que terreno for.

Agora, de novo para meu incorrigível assombro, em um lugar deste vasto, belo, contraditório país que a gente tanto ama, desejam sustar a circulação do Dicionário Houaiss, porque no verbete “cigano” consta também o uso pejorativo – que, diga-se de passagem, não foi inventado por Houaiss, mas era ou é uso de alguns falantes brasileiros, que o autor meramente, como de sua obrigação, registrou. Ora, para tentar um empreendimento desse vulto, como suspender um dicionário de tal peso e envergadura, seria preciso um profundo e preciso conhecimento de linguística, de lexicografia, uma formação sólida sobre o que são dicionários e como são feitos.

O dicionarista não inventa, não acusa nem elogia, deve ser imparcial – porque é apenas alguém que registra os fatos da língua, normalmente da língua-padrão, embora haja dicionários de dialetos, de gírias, de termos técnicos etc. Então, se no verbete “cigano” Houaiss colocou também os modos pejorativos como a palavra é ou foi empregada, criticá-lo por isso é uma tolice sem tamanho, que, se não cuidarmos, atingirá outros termos em outros dicionários, com esse olhar rancoroso. Vamos nos informar, antes de falar. Vamos estudar, antes de criticar. Vamos ver em que terreno estamos pisando, antes de atacar obras literárias ou científicas com o azedume de nossos preconceitos e da nossa pequenez ou implicâncias infundadas. Há coisas muito mais importantes a fazer neste país, como estimular o cuidado com a educação, melhorar o atendimento à saúde, promover e preservar a dignidade de todos nós.

Ou, numa mistura maligna de arrogância e ignorância – talvez simplesmente porque não temos nada melhor a fazer -, vamos deletar as palavras que nos incomodam, os costumes que nos irritam, as pessoas que nos atrapalham e, quem sabe, iniciar uma campanha de queima de livros. De autores, seria um segundo passo. E assim caminhará para trás, velozmente, o que temos de humanidade.

(LUFT, Lya. Veja 14/03/2012)

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Tarefa Semanal I Ano I Bimestre 04 e 05

 

Olá, pessoal!

 

Aí estão as últimas tarefas deste bimestre. Vocês deverão entregá-las até o dia 02/04/2012 (segunda-feira). Em virtude das recuperações iniciarem no dia 10/04/12, vocês deverão entregar as duas de uma vez. Não se esqueçam que a realização de todas as tarefas do bimestre poderá valer um ponto em sua nota bimestral.

 

Até mais,

Antonio Henrique.

 

 TAREFA 4

MODO DE FAZER:

 

1) Todas as tarefas serão compostas por 4 questões semanais: duas dissertativas e duas alternativas. Cada tarefa vale 0,20 (cada questão vale 0,05). Assim, o aluno poderá somar 1,0 ponto em sua média.

2) As questões alternativas devem ser justificadas, em virtude disso, o aluno deverá explicar em cada alternativa o que está correto e o que não está.

3) O prazo de entrega deve ser exatamente de uma semana após a postagem da lista de exercícios.

 

1. (UNESP-2010, adaptada) Leia este texto:

 

O ano nem sempre foi como nós o conhecemos agora. Por exemplo: no antigo calendário romano, abril era o segundo mês do ano. E na França, até meados do século XVI, abril era o primeiro mês. Como havia o hábito de dar presentes no começo de cada ano, o primeiro dia de abril era, para os franceses da época, o que o Natal é para nós hoje, um dia de alegrias, salvo para quem ganhava meias ou uma água-de-colônia barata. Com a introdução do calendário gregoriano, no século XVI, primeiro de janeiro passou a ser o primeiro dia do ano e, portanto, o dia dos presentes. E primeiro de abril passou ser um falso Natal – o dia de não se ganhar mais nada. Por extensão, o dia de ser iludido. Por extensão, o Dia da Mentira.

Luís F. Veríssimo, As mentiras que os homens contam. Adaptado.

 

a) Tendo em vista o contexto, é correto afirmar que o trecho “meias ou uma água-de-colônia barata” deve ser entendido apenas em seu sentido literal, concreto? Justifique sua resposta.

 

b) Reescreva o trecho a seguir, passando a palavra destacada para o plural: “…salvo para quem ganhava meias ou uma água-de-colônia barata.

 

Leia as informações para responder à questão 2:

 

Durante a Copa do Mundo, foi veiculada, em programa esportivo de uma emissora de TV, a notícia de que um apostador inglês acertou o resultado de uma partida porque seguiu os prognósticos de seu burro de estimação. Um dos comentaristas fez, então, a seguinte observação:

 

Já vi muito comentarista burro, mas burro comentarista é a primeira vez.

 

2) Percebe-se que a classe gramatical das palavras se altera em função da ordem que elas assumem na expressão. Dê a classe gramatical e o significado das palavras destacadas.

 

3) O cartaz abaixo foi produzido na época de Lampeão.

Sabe-se que certas classes de palavras podem ser empregadas com o objetivo de estabelecer juízos de valor. No cartaz em questão, as classes gramaticais responsáveis por isso são:

a) substantivo e advérbio.

b) adjetivo e advérbio.

c) preposição e adjetivo.

d) preposição e substantivo.

e) adjetivo e substantivo.

 

4) Leia o texto a seguir.

O GRANDE DESASTRE AÉREO DE ONTEM

Para Portinari

Vejo sangue no ar, vejo o piloto que levava uma flor para a noiva, abraçado com a hélice. E o violinista em que a morte acentuou a palidez, despenhar-se com sua cabeleira negra e seu estradivárius (sic.). Há mãos e pernas de dançarinas arremessadas na explosão. Corpos irreconhecíveis identificados pelo Grande Reconhecedor. Vejo sangue no ar, vejo chuva de sangue caindo nas nuvens batizadas pelo sangue dos poetas mártires. Vejo a nadadora belíssima, no seu último salto de banhista, mais rápida porque vem sem vida. Vejo três meninas caindo rápidas, enfunadas, como se dançassem ainda. E veio a louca abraçada ao ramalhete de rosas que ela pensou ser o paraquedas, e a prima-dona com a longa cauda de lantejoulas riscando o céu como um cometa. E o sino que ia para uma capela do oeste, vir dobrando finados pelos pobres mortos. Presumo que a moça adormecida na cabine ainda vem dormindo, tão tranquila e cega! Ó amigos, o paralítico vem com extrema rapidez, vem como uma estrela cadente, vem com as pernas do vento. Chove sangue sobre as nuvens de Deus. E há poetas míopes que pensam que é o arrebol. Jorge de Lima.

 

Um bom índice do comportamento da personagem nomeada como “louca” encontra-se no fato de que ela:

a) risca o céu “como um cometa”.

b) mergulha no ar como uma esportista olímpica.

c) dança enquanto cai.

d) permanece dormindo durante a queda.

e) confunde as flores com um paraquedas.

 

 TAREFA 5

 

MODO DE FAZER:

 

1) Todas as tarefas serão compostas por 4 questões semanais: duas dissertativas e duas alternativas. Cada tarefa vale 0,20 (cada questão vale 0,05). Assim, o aluno poderá somar 1,0 ponto em sua média.

2) As questões alternativas devem ser justificadas, em virtude disso, o aluno deverá explicar em cada alternativa o que está correto e o que não está.

3) O prazo de entrega deve ser exatamente de uma semana após a postagem da lista de exercícios.

 

Leia o texto a seguir para responder às questões seguintes:.

 

Os sobreviventes

 

Um dos passatempos de seis estudantes de oceanografia da Universidade do Rio Grande, no Rio Grande do Sul, era percorrer as praias brasileiras para estudar os animais marinhos. Numa viagem ao Atol das Rocas, uma cena os chocou: dezenas de pescadores matavam tartarugas fêmeas que estavam ali para a desova. Depois de tentarem, em vão, impedir o massacre, eles resolveram agir. Tanto fizeram que foram chamados para o recém-criado Programa Nacional de Conservação Marinha, do governo federal. O projeto, criado nos anos 80, se desdobrou em outras iniciativas para preservar o peixe-boi, a jubarte e ainda as tartarugas marinhas.

[…] Nas vinte bases instaladas em oito estados, os filhotes são marcados para serem rastreados via satélite, para que os cientistas acompanhem seu desenvolvimento. No primeiro ano do projeto, duas mil tartarugas chegaram ao mar. Hoje, cerca de 650 mil por ano completam o trajeto. Até janeiro, a meta é chegar a sete milhões de filhotes a salvo, pelo menos dos caçadores humanos. O trabalho virou referência e será tema de um documentário exibido pelo canal National Geographic Channel. Outros quatro documentários também vão ganhar as telas e serão dedicados à onça-pintada, ao lobo-guará, ao muriqui e ao peixe-boi.

(PINO, Cláudia. Os sobreviventes, Isto é, São Paulo, dez. 2004)

 

1) Releia o texto e responda:

 

a) Observe a palavra passatempos retirada do texto. No nível morfológico de análise, como essa palavra é classificada?

 

b) Analise o substantivo estudantes empregado no texto. Como se indica o gênero feminino dessa palavra? O que você conclui quanto à flexão de gênero desse vocábulo? Cite outros exemplos que apresentem o mesmo comportamento de flexão.

 

2) Observe o trecho:

 

a) “Numa viagem ao Atol das Rocas, uma cena os chocou: dezenas de pescadores matavam tartarugas fêmeas que estavam ali para a desova”. Explique como foi feita a flexão de gênero do substantivo “tartarugas”?

 

b) No texto, há alguns substantivos compostos como: onça-pintada, peixe-boi, lobo-guará. Flexione-os no plural.

 

4) (PUC-SP) Indique a alternativa correta no que se refere ao plural dos substantivos compostos: flor-de-cuba; beija-flor; boia-fria; peixe-espada.

 

a. flores-de-cubas; beija-flores; boias-fria; peixes-espadas.

b. flores-de-cuba; beija-flores; boias-frias; peixes-espada.

c. flor-de-cubas; beijas-flor; boia-frias; peixe-espadas.

d. flor-de-cuba; beijas-flores; boias-fria; peixes-espada.

e. flors-de-cuba; beijas-flores; boia-frias; peixe-espadas.

 

5) (CESGRANRIO) Assinale a opção em que a locução grifada tem valor adjetivo:

a. “Comprei móveis e objetos diversos que entrei a utilizar com receio.”

b. “Azevedo Gondim compôs sobre ela dois artigos.”

c. “Pediu-me com voz baixa cinquenta mil réis.”

d. “Expliquei em resumo a prensa, o dínamo, as serras…”

e. “Resolvi abrir o olho para que vizinhos sem escrúpulos não se apoderassem do que era delas.”

 

Tarefa semanal de Gramática 03

Olá, pessoal!

Aí está a 03 tarefa de gramática deste bimestre. Lembrem-se de que vocês devem entregá-la até 23 de março de 2012 (sexta-feira).

Até mais,

Antonio Henrique.

 

MODO DE FAZER:

 

1) Todas as tarefas serão compostas por 4 questões semanais: duas dissertativas e duas alternativas. Cada tarefa vale 0,20 (cada questão vale 0,05). Assim, o aluno poderá somar 1,0 ponto em sua média.

2) As questões alternativas devem ser justificadas, em virtude disso, o aluno deverá explicar em cada alternativa o que está correto e o que não está.

3) O prazo de entrega deve ser exatamente de uma semana após a postagem da lista de exercícios.

 

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

 

REINO UNIDO PODE TAXAR “FAST FOOD” CONTRA OBESIDADE

 

O Reino Unido estuda cobrar taxa de empresas de “fast food” para financiar instalações esportivas e o combate à obesidade. Segundo um relatório, a obesidade no país cresceu quase 400% em 25 anos, e, se continuar aumentando, pode superar o cigarro como maior causa de mortes prematuras. Governo e empresas locais têm sido criticados por não combaterem o problema. (Folha de S. Paulo, 7/06/2004)

 

1) (Ita 2005) A manchete apresenta ambiguidade sintática, que é desfeita pelo conteúdo do texto.

 

a) Quais as interpretações sugeridas pela manchete?

b) Qual dessas interpretações prevalece na notícia?

 

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

 

AUTO-ESTIMA “Fiz a cirurgia com 16 anos. Não fiz pelas outras pessoas, fiz para me olhar no espelho e me sentir bem (…) Eu sinto como se o meu corpo tivesse absorvido o silicone, como se o peito fosse meu mesmo. E é: meu pai pagou e ele é meu.” C. S., 17, sobre cirurgia plástica que fez nos seios, ontem na Folha. (Folha de S. Paulo, 03.08.2004.)

 

2) (Ufscar 2005)  Observe as duas últimas linhas do texto e responda às questões a seguir.

 

a) Em tese, a última frase desse texto – C. S., 17, sobre cirurgia plástica que fez nos seios, ontem na Folha – poderia apresentar dois sentidos. Quais são eles?

b) Qual desses dois sentidos é, automaticamente, descartado pelos leitores do jornal e por que é descartado?

 

3) Leia o texto a seguir.

 

CAPÍTULO VI

 

Dormia ainda D. Quixote, quando o cura pediu à sobrinha a chave do quarto em que estavam os livros ocasionadores do prejuízo; e ela a deu de muita boa vontade. Entraram todos, e com eles a ama; e acharam mais de cem grossos e grandes volumes, bem encadernados, e outros pequenos.

A ama, assim que deu com os olhos neles, saiu muito à pressa do aposento, e voltou logo com uma tigela de água benta e um hissope, e disse:

— Tome Vossa Mercê, senhor Licenciado, regue esta casa toda com água benta, não ande por aí algum encantador, dos muito que moram por estes livros, e nos encante a nós, em troca do que nós lhes queremos fazer a eles desterrando-os do mundo.

Riu-se da simplicidade da ama o Licenciado, e disse para o barbeiro, que lhe fosse dando os livros a um e um, para ver de que tratavam, pois alguns poderia haver, que não merecessem castigo de fogo.

— Nada, nada — disse a sobrinha; — não se deve perdoar a nenhum; todos concorreram para o mal. O melhor será atirá-los todos juntos pelas janelas ao pátio, empilhá-los em meda, e pegar-lhes fogo; e se não, carregarmos com eles para mais longito da casa, para nos não vir molestar o fumo apestado. Outro tanto disse a ama; tal era a gana com que ambas estavam aos pobres alfarrábios; mas o cura é que não esteve pelos autos, sem primeiro ler os títulos. […] Miguel de Cervantes. Dom Quixote.

Vocabulário

Cura: padre.

Hissope: instrumento religioso para espargir a água benta.

Licenciado: neste contexto, sinônimo de padre.

Meda: amontoado de coisas da mesma espécie.

Fumo: fumaça.

Alfarrábios: livros.

 

Assinale a alternativa incorreta.

a) O desejo de destruir livros, em função da crença no seu poder “diabólico“ na formação da consciência humana, é explicitado neste trecho retirado do Dom Quixote, de Cervantes.

b) Enquanto a ama e a sobrinha do fidalgo (D. Quixote) desejam a imediata destruição dos volumes, que elas acreditam ser os responsáveis pela loucura do amo e tio, o cura mostra-se mais cauteloso na execução do projeto.

c) O desejo de censura e destruição de livros considerados contrários à fé católica revela a presença de uma mentalidade liberal e ilustrada baseada na valorização do livre pensamento.

d) O livro pode ser considerado um instrumento de esclarecimento e divulgação do saber racional. No entanto, no fragmento transcrito, a ama lhe atribui poderes mágicos, encantatórios e malignos.

e) Ao trazer a “água benta” e o “hissope”, a ama desperta o riso do cura, pois o ato da empregada baseia-se em crendices populares.

 

4) Leia o texto a seguir.

 

TRAGÉDIA BRASILEIRA

Misael, funcionário da Fazenda, com 63 anos de idade, conheceu Maria Elvira na Lapa — prostituída, com sífilis, dermite nos dedos, uma aliança empenhada e os dentes em petição de miséria. Misael tirou Maria Elvira da vida, instalou-a num sobrado, pagou médico, dentista, manicura… Dava tudo quanto ela queria. Quando Maria Elvira se apanhou de boca bonita, arranjou logo um namorado. Misael não queria escândalo. Podia dar uma surra, um tiro, uma facada. Não fez nada disso: mudou de casa. Viveram três anos assim. Toda vez que Maria Elvira arranjava namorado, Misael mudava de casa. Os amantes moraram no Estácio, Rocha, Catete, Rua General Pedra, Olaria, Ramos, Bom Sucesso, Vila Isabel, Rua Marquês de Sapucaí, Niterói, Encantado, Rua Clapp, outra vez no Estácio, Todos os Santos, Catumbi, Lavradio, Boca do Mato, Inválidos… Por fim na Rua da Constituição, onde Misael, privado de sentidos e inteligência, matou-a com seis tiros, e a polícia foi encontrá-la caída em decúbito dorsal, vestida de organdi azul. Manuel Bandeira.

Sobre o texto transcrito, é correto afirmar que:

a) apesar da referência constante ao espaço urbano carioca, os elementos trágicos presentes no texto remetem exclusivamente ao universal.

b) se trata de um texto jornalístico em que os fatos são narrados sem outra intenção que a informativa.

c) o título é claramente irônico, uma vez que a matéria do texto apresenta uma dimensão trágica leve.

d) a sucessão de bairros habitados pelos personagens (Misael e Maria Elvira) revela ironicamente a infidelidade permanente da personagem feminina.

e) os bairros cariocas citados estão associados às classes populares da cidade, elemento que é confirmado pela profissão de Misael, ou seja, ele é bancário aposentado.

 

Tarefa Semanal 02 de Gramática do I ano I Bimestre

Olá, pessoal!

 

Aí está a segunda tarefa semanal deste I Bimestre. Vocês deverão entregá-la até o dia 16/03/2011 (sexta-feira). Não se esqueçam que a realização de todas as tarefas do bimestre poderá valer um ponto em sua nota bimestral.

 

Até mais,

Antonio Henrique.

 

MODO DE FAZER:

 

1) Todas as tarefas serão compostas por 4 questões semanais: duas dissertativas e duas alternativas. Cada tarefa vale 0,20 (cada questão vale 0,05). Assim, o aluno poderá somar 1,0 ponto em sua média.

2) As questões alternativas devem ser justificadas, em virtude disso, o aluno deverá explicar em cada alternativa o que está correto e o que não está.

3) O prazo de entrega deve ser exatamente de uma semana após a postagem da lista de exercícios.

 

Todas as questões tomam por base o seguinte fragmento de uma crônica de João Ubaldo Ribeiro (1941-):

 

Motivos para pânico

 

Como sabemos, existem muitas frases comumente repetidas a cujo uso nos acostumamos tanto que nem observamos nelas patentes absurdos ou disparates. Das mais escutadas nos noticiários, nos últimos dias, têm sido “não há razão para pânico” e “não há motivo para pânico”, ambas aludindo à famosa gripe suína de que tanto se fala. Todo mundo as ouve e creio que a maioria concorda sem pensar e sem notar que se trata de assertivas tão asnáticas quanto, por exemplo, a antiga exigência de que o postulante a certos benefícios públicos estivesse “vivo e sadio”, como se um defunto pudesse estar sadio. Ou a que apareceu num comercial da Petrobrás em homenagem aos seus trabalhadores, que não sei se ainda está sendo veiculado. Nele, os trabalhadores “encaram de frente” grandes desafios, como se alguém pudesse encarar alguma coisa senão de frente mesmo, a não ser que o cruel destino lhe haja posto a cara no traseiro.

Em rigor, as frases não se equivalem e é necessário examiná-la separadamente, se se desejar enxergar as inanidades que formulam. No primeiro caso, pois o pânico é uma reação irracional, comete-se uma contradição em termos mais que óbvia. Ninguém pode ter ou deixar de ter razão para pânico, porque não é possível

haver razão em algo que por definição requer ausência de razão. Então, ao repetir solenemente que não há razão para pânico, os noticiários e notas de esclarecimento (e nós também) estão dizendo uma novidade semelhante a “água é um líquido” ou “a comida vai para o estômago”. Se as palavras pudessem protestar, certamente Pânico escreveria para as redações, perguntando ofendidíssimo desde quando ele precisa de razão. Nunca há uma razão para o pânico. A segunda frase nega uma verdade evidente. É também mais do que claro que não existe pânico sem motivo, ou seja, o freguês entra em pânico porque algo o motivou, independentemente de sua vontade, a entrar na desagradabilíssima sensação de pânico. Ninguém, que eu saiba, olha assim para a mulher e diz “mulher, acho que vou entrar em pânico hoje à tarde” e, quando a mulher pergunta por que, diz que “é para quebrar a monotonia”. (João Ubaldo Ribeiro. Motivos para pânico. O Estado de S.Paulo, 17.05.2009.)

 

1) O autor escreve, no penúltimo período do segundo parágrafo, a palavra Pânico com inicial maiúscula. De acordo com o contexto do período, por que o autor utilizou a inicial maiúscula?

 

2) Resumidamente, com suas palavras, explique por que, segundo o autor, as expressões  “não há razão para pânico” e “não há motivo para pânico” são asnáticas.

 

 

A composição a seguir é de Jorge Mautner e Nelson Jacobina; leia-a.

 

MARACATU ATÔMICO

 


Atrás do arranha-céu

Tem o céu, tem o céu

E depois tem outro céu

Sem estrelas

Em cima do guarda-chuva

Tem a chuva, tem a chuva

Que tem gotas tão lindas

Que até dá vontade

De comê-las

No meio da couve-flor

Tem a flor, tem a flor

Que além de ser uma flor

Tem sabor

Dentro do porta-luva

Tem a luva, tem a luva

Que alguém de unhas negras

E tão afiadas

Se esqueceu de pôr

No fundo do para-raio

Tem o raio, tem o raio

Que caiu da nuvem negra

Do temporal

Todo quadro-negro

É todo negro, é todo negro

E eu escrevo o seu nome nele(1)

Só pra demonstrar o meu apego

O bico do beija-flor

Beija a flor

Beija a flor

E toda a fauna aflora

E grita de amor

Quem segura

O porta-estandarte

Tem arte, tem arte

E aqui passa

Com raça eletrônico

Maracatu atômico


 

3) Sobre a canção, é correto afirmar que:

a) nota-se, em várias passagens, a rima rara, como em “porta-estandarte” e “arte” (rima-se um adjetivo composto com um substantivo simples).

b) em “ O bico do beija-flor beija a flor”, há um jogo gramatical em torno de “beija” e “flor”; na segunda ocorrência, “beija” atua como verbo, expressa um estado.

c) a palavra “para-raio” perde o acento na nova reforma, como o verbo parar, que não recebe mais o acento agudo em “para”.

d) na passagem “E aqui passa/Com raça eletrônico”, observam-se rimas masculinas (palavras paroxítonas) e ricas (classes gramaticais diferentes: verbo e substantivo).

e) O pronome “ele” contido em “nele” (1), no contexto, retoma a palavra “negro”.

 

4) O texto é constituído por partes que se relacionam entre si; para que as partes estejam devidamente ligadas, a enunciação emprega, principalmente, pronomes, numerais, advérbios, omissões (elipses) sinônimos e conectivos.

 

Aponte a alternativa em que a relação (palavra grifada e termo entre parênteses) esteja correta.

 

a) E grita de amor (beija-flor)

b) Que até dá vontade (céu)

c) Tem arte, tem arte (quem)

d) De comê-las (estrelas)

e) E aqui passa (arte)

Aula sobre Substantivo e Adjetivo

Pessoal, conforme combinamos em sala, envio a nossa aula sobre Substantivo e Adjetivo.

Bom estudo!

Ana Amélia.

 

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Aulas – Substantivo e Adjetivo