“O sorriso de Monalisa”

Queridos alunos do 6º ano,

Segue o vídeo que traz um trecho do filme “O sorriso de Monalisa”. Levei para a sala de aula para conversamos a respeito do papel da mulher na sociedade e no lar, relacionando esse assunto ao gênero textual “Receita Culinária”. Como continuaremos com esse tema, vocês podem assistir novamente ao vídeo se quiserem.
https://www.youtube.com/watch?v=TeSCVzvNGg8

 

Abraços,

Professora Joyce.

A linguagem e suas transformações

Alunos dos sextos anos,

Vimos, em sala de aula, vídeos que falam sobre a história da Língua Portuguesa e sobre variação linguística. Seguem abaixo para vocês consultarem quantas vezes quiserem.

Abraços,

Professora Joyce.

Chapeuzinho Amarelo

Queridos alunos dos sextos anos,
 
Vimos em sala de aula dois vídeos relacionados ao Projeto de Leitura. Um contando a história da “Chapeuzinho Amarelo”, de Chico Buarque, e o outro contando a história da Branca de Neve. As duas histórias tem semelhanças, mas também, diferenças com as histórias originais, por isso dizemos que são releituras. Assistam novamente a esses vídeos para conversarmos a respeito em sala de aula. O  vídeo da Chapeuzinho está completo, mas o da Branca de Neve é apenas o trailer, já que o filme é bem longo.
 

 

Abraços,
 
Professora Joyce.

Projeto de Leitura – Livro “Ruth Rocha conta a Odisseia”

Olá queridos alunos!

Seguem dois links do documentário que assistimos em sala de aula sobre o personagem Ulisses. Como a primeira parte foi completamente assistida e discutida em sala, vou postar as partes 2 e 3. Assistam com atenção, pois o conteúdo desses vídeos fará parte de nossa avaliação sobre o livro.

Espero que gostem. Caso tenham alguma dúvida, podemos conversar em sala de aula. Bons estudos!

Profª. Joyce

Projeto de Leitura – Livro Açúcar Amargo

Olá queridos!

Gostaria que vocês assistissem aos três vídeos que seguem abaixo. Esses são os vídeos que assistimos em sala de aula. Procurem responder, em seus cadernos, as perguntas abaixo e levem suas respostas para a aula de sexta-feira. Faremos uma roda de conversa e vocês serão avaliados pela participação de voces.

Questões:

1. Qual a diferença entre os direitos dos trabalhadores no primeiro vídeo que assistimos (do profissão repórter e o segundo, que é um documentário sobre o sindicato dos cortadores de cana?

2. Como é a vida da personagem principal do livro “Açúcar Amargo” e que relação ela tem com o vídeo das “Crianças invisíveis”?

Espero que gostem. Caso tenham alguma dúvida sobre os termos apresentdos no vídeo, podemos conversar em sala de aula.

Bons estudos!

Profª. Joyce

O coidiano dos bóias-frias

Olá alunos dos sextos anos. Iniciamos, no projeto de leitura, os trabalhos com o livro “Açúcar Amargo”. Envio um link com um texto muito interessante a respeito dos bóias-frias. É um texto de um blog com uma linguagem bem trabalhada. Parece até um conto ou um texto de um diário. A leitura vale a pena e nos auxiliará nas conversas em sala de aula sobre o assunto. Bons estudos. Abraços a todos!

David Arioch – Jornalismo Cultural

Jornalismo Cultural

O cotidiano do bóia-fria

com 6 comentários

Falta pouco para as 6h, e no horizonte já é possível avistar os bóias-frias descendo do ônibus em uma propriedade rural próxima a Paranacity, no noroeste paranaense. Homens e mulheres das mais diversas faixas etárias.

Primeiro, eles participam de uma aula de ginástica laboral, um dos momentos do dia que mais inspira confraternização. Depois, se dividem em turmas e caminham em direção ao eito do canavial. Os melhores no manejo do facão seguem na frente; os outros vão atrás. Essa metodologia de trabalho foi criada para que os mais experientes abram caminho para os demais.

O tempo não dá trégua e os bóias-frias trabalham em ritmo acelerado, tanto que por volta das 9h o chão já está forrado. “Aqui ninguém pode perder tempo porque o tanto que a gente recebe no fim do mês depende da quantidade de cana cortada por dia”, explica o experiente cortador de cana Geraldo Soares dos Santos enquanto enxuga o suor da testa com a manga da camiseta. Geraldo ganha cerca de R$ 980 por mês; é apontado pelos outros bóias-frias como um sujeito bom de facão.

Santos, assim como os demais colegas, não abre mão dos óculos de proteção durante o trabalho. O equipamento evita irritação nos olhos e também protege contra a fuligem. “É a única parte do rosto que não fica escura”, brinca o cortador de cana José Luiz do Prado que herdou o ofício dos avós e dos pais. No canavial, os homens estão sempre vestidos com calça e camiseta de manga longa.

As mulheres também, mas usam saia por cima da calça. Muitas cortam tanta cana quanto os homens. Contudo, o que mais chama atenção no campo é a vaidade. A ala feminina faz questão de trabalhar com unhas e até rostos pintados. Batons e brincos são essenciais. Questionadas se o Sol não destoa a beleza, uma delas é enfática. “O chapéu ajuda a segurar a maquiagem. É nosso porto seguro”, declara a bela e jovem Maria Fernanda Silvestre com um largo sorriso que destaca um suave batom rosáceo.

O trabalho é pesado, doloroso, mas pra quem já se acostumou com a atividade o tempo sempre passa mais rápido com as cantorias e as piadas. As brincadeiras são constantes e quase sempre inofensivas. Às 10h, o motorista do ônibus aciona a buzina indicando que é a hora da bóia. Todos, independente da localização, abrem suas bolsas e mochilas, alguns parecem até ter ensaiado o movimento, tamanha é a sincronia.

Na marmita, o básico de sempre: arroz, feijão, carne e salada. O almoço é bem tranquilo, tanto que em alguns pontos é possível ouvir o atrativo som de uma brisa repentina. Dependendo da localidade, alguns almoçam sozinhos, sentados sobre o cantil. Já outros, em duplas ou grupos. A solidaridade também chama atenção no canavial. Parte dos bóias-frias sempre leva mais comida, no caso de algum colega continuar com fome. É uma atitude que corrobora o companheirismo no campo.

Terminado o almoço, o cantil vira travesseiro na hora da sesta. Mas nem todos cochilam. Alguns optam por fazer uma roda para conversar com os amigos e colegas de trabalho. “Eu prefiro ficar acordado porque senão depois fico indisposto”, justifica Geraldo Soares. Passado um curto período de descanso, a buzina toca de novo. Alguns cortadores logo desaparecem em meio ao canavial enquanto outros começam a amolar os facões.

José Pedro de Oliveira, conhecido como Tio Zé, é um dos que afia a lâmina da ferramenta. José Pedro atua como bóia-fria há mais de 45 anos e, hoje com 64, admite que o vigor não é mais o mesmo. “A mente sempre resiste, mas o corpo não obedece, né?”, comenta em tom de resignação.

Enquanto observa e manipula o facão com as mãos cobertas de fuligem, Tio Zé rapidamente relembra fatos da juventude, momentos da época em que trabalhava nas lavouras de café. “Naquele tempo eu era forte, não tinha pra ninguém. Já hoje consigo apenas cortar o suficiente pra não perder o serviço”, revela o bóia-fria de mãos completamente calejadas. Os cortadores mais jovens costumam usar luvas, algo que Tio Zé descarta. “Sou de outro tempo, a gente prefere sentir a cana nas mãos”, justifica com um sorriso tímido e um olhar disperso.

Mesmo acostumados a suportar elevadas temperaturas, no início da tarde o Sol afeta os bóias-frias com muita intensidade. Para aguentarem a jornada de trabalho, os cortadores recorrem a um isotônico conhecido como “sorinho”. O produto que tem consistência de suco artificial ajuda a evitar câimbras e desidratação.

O intervalo pra tomar o repositor energético é rápido e mesmo sob o Sol escaldante os trabalhadores rurais seguem na lida. Para quem não está acostumado a se expor tanto aos raios solares, o calor chega as raias do insuportável. No meio da tarde, é possível sentir a pele queimando mesmo usando camiseta de manga longa.

O corte de cana prossegue até as 16h30, quando os bóias-frias ouvem novamente a buzina do caminhão e deixam o eito. Ao fundo, atrás da grande massa de trabalhadores, o canavial parece menor após mais um dia de trabalho. Todos recolhem seus pertences e rumam em direção ao ônibus. É hora de ir pra casa e passar o pouco que restou do dia com a família.

Muitos dos bóias-frias não demonstram tristeza pelo trabalho no campo, inclusive afirmam que apesar da atividade braçal ser muito desgastante é possível ganhar mais do que muitos que trabalham na área urbana. “Quem trabalha em uma loja no centro da cidade não é capaz de deixar o emprego que tem pra trabalhar no campo, mesmo que o salário seja melhor. Isso acontece porque hoje em dia as pessoas têm tanta preguiça quanto vergonha do serviço rural. Se preocupam demais com a aparência”, critica o cortador de cana Jonas Cabral em tom de desabafo.

Ter como horizonte os limites que vão do cabo do facão até o toco da cana-de-açúcar não impede os bóias-frias de almejarem um futuro melhor, se não para si, pelo menos às próximas gerações. “Todo mundo aqui tem filhos na escola. Nosso trabalho é digno, mas ninguém deseja ver sua criança tendo que pegar no pesado. Queremos que eles estudem e tenham uma vida melhor”, finaliza a cortadora de cana Paula Roberta dos Campos.

Curiosidade

Os bóias-frias que cortam menos cana-de-açúcar são chamados de borracheiros. Já os bons de facão são conhecidos como facãozeiros.

Variação Linguística

Já conversamos bastante, nas aulas de Português, sobre variação linguística. Encontrei um vídeo muito interessante que fala, pricipalmente, sobre a variação geográfica, também aparecem as gírias e a variação social. Assistam, é muito interessante. Segue o link do vídeo.

Espero que gostem. Caso tenham alguma dúvida sobre os termos apresentdos no vídeo, podemos conversar em sala de aula. Bons estudos!

Profª. Joyce

 

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